" Claro que eu vou te machucar. Claro que você vai me machucar. É claro que vamos machucar uns aos outros. Mas esta é a própria condição de existência. Para se tornar primavera, significa aceitar o risco de inverno. Para tornar-se presença, significa aceitar o risco de ausência. "
" Ele me traz paz e eu nem sei se ele sabe… Ele não deixa só o cheiro espalhado pela roupa e pelo quarto; deixa o sorriso estampado na cara e a alma tão leve que quase tenho que buscá-la no céu. Transforma o cinza em azul ou qualquer coisa brega que dê para se entender. Ele me tumultua para me acalmar. Não sei se faço o mesmo por e com ele. Porque nunca naveguei em águas calmas e meus olhos são cheios de mistérios, aflições e tenho esse meu ar meio melancólico. Mas mal sabe ele que sou feliz, porque deitar ali um segundo só já é sonhar, porque ouvir a sua respiração pertinho da minha recupera qualquer fôlego. Sou feliz por agora escrever pieguices e não querer de forma alguma apagar cada palavra. Meu romantismo antes vagabundo agora é todo dele e eu acho que ele nem gosta dessas coisas. Eu também não gosto muito. É que ele é ele, ele acerta o tom, a medida exata da paz. E tudo bem, lá fora todos estão se matando, até a polícia resolveu matar. Mesmo em tempos de guerra, ele só me dá vontade de falar em paz… E dizem por aí que estar apaixonado é estar alienado. "